Município
de S. P. do Sul
Largo de Camões
3660-436
São Pedro do Sul
Telefone.: 232 720 140
Fax: 232 723 406
E-Mail:
geral@cm-spsul.pt
Está aqui »
Home »
Acção Municipal
» Cultura » Arqueologia
MAIS CONSULTAS:
Castro da Cárcoda
Localização: Serra da
Arada, Freguesia de Carvalhais
Este
é um dos mais importantes e imponentes
povoados castrejos de toda a Região de
Lafões. Situado em plena encosta da Serra da
Arada , abrange uma área de mais de 7
hectares e eleva-se 610 metros acima do
nível do mar, distando algumas centenas de
metros de Carvalhais, concelho de S. Pedro
do Sul.
A origem etimológica de Cárcoda deriva do
vocábulo erudito Carcova, que significa:
passagem escondida, passagem secreta ou
subterrânea. Já a origem cronológica deste
povoamento fortificado remonta á idade do
Bronze, prolongando-se a sua ocupação até ao
período Romano. Tem, portanto, a designação
de Castro Romanizado.
Tal como as outras construções deste tipo,
também o Castro da Cárcoda é circundado por
uma dupla muralha, e dois cursos de água,
que constituía um excelente sistema
defensivo para os seus habitantes.
No interior da muralha, a zona de habitação
era disposta em pequenas plataformas onde se
construíam as habitações, em pedra, com
paredes de mais de 2 metros de altura no
momento da sua descoberta. As casas,
construídas pela sobreposição de pequenas
pedras assentes em barro, eram construídas
em forma circular, oval ou rectangular, com
coberta de tégulas e ímbrices.
As primeiras escavações, que tiveram lugar
nos anos 50 e 70, puseram a descoberto um
vasto espólio arqueológico que compreende
cerâmica, vidros, metais, moedas, gravuras
rupestres, pias rasgadas na rocha,
instrumentos em bronze e ferro, e outros
objectos lípticos, que se encontram na
“Colecção Distrital de Viseu” tendo já
estado exposto com todo o destaque, no
“Museu Nacional de Arqueologia”, em Lisboa.
Segundo uma lenda acerca do Castro da
Cárcoda, nas proximidades do povoado existe
a intitulada Mina do Bode, onde terão sido
escondidos alguns objectos de ouro pelos
mouros. Reza a lenda que a zona está
guardada por um monstro, em forma de bode, e
que porta do local apenas se abrirá com
rezas do livro de São Cipriano.
Em 2000 foram efectuadas escavações no
Castro, coordenadas pela arqueóloga Drª
Ivone Pedro. Este trabalho, ainda em fase de
execução, realizou-se no âmbito de uma
candidatura ao programa Leader II, que além
da limpeza dos 7 hectares do terreno,
permitirá melhores acesso, a vedação,
sinalização, reconstrução de três casa
castreja e a implantação de um posto de
informação e de outro mobiliário.
Foi constituído Imóvel de Interesse Público,
pelo Decreto 40361 de 20 de Outubro.
Castro da Senhora da Guia
Localização: Freguesia
de Baiões
A
Nossa Srª da Guia localiza-se numa elevação
montanhosa, no cume da qual se ergue uma
capela de oráculo á senhora da Guia. É um
lugar de freguesia de Baiões, concelho de S.
Pedro do Sul.
Verificou-se neste local e nos seus declives
a presença de vestígios arqueológicos
denotando a existência de um antigo povoado
castrejo. O seu período crono-cultural
remonta á Idade do Bronze, mais exactamente
ao século VII a. C.
Em 1973, o castro foi alvo de uma
intervenção arqueológica coordenada pelo
Professor de Arqueologia do Seminário de
Viseu, Monsenhor Celso Tavares da Silva.
Desta feita, foi dado a conhecer um conjunto
de peças que constituem o espólio da Castro
de Baiões, na Srª da Guia: cerâmicas várias,
pontas de Lança, facas, contas de colares,
mós de mão, pesos de tear, objectos lipticos,
para além de algumas casas de planta
circular e vestígios de um plano de muralha.
Tudo isto faz parte do espólio do Seminário
de Viseu, tendo já estado exposto no Museu
Nacional de Arqueologia, em Lisboa, onde
estão permanentemente dois colares e uma
bracelete em ouro maciço, normalmente usadas
por guerreiros, que foram encontradas na Srª
da Guia, a quando de obras junto á capela,
em 1947.
Em 1992, ainda se podiam ver, por entre
vegetação, os muros das casas de planta
circular, tendo, nesse ano, o castro sido
classificado pelo Ministério da Cultura como
Monumento Nacional, pelo decreto nº. 26-/92
de 1-6.
O alto do Castro de Srª da Guia era um ponto
estratégico sobre o rio Vouga, constituindo
um ponto defensivo por acastelamento,
evidenciando-se a presença de “honras”
senhoriais, provocando a ocupação medieval
deste castro.
Castro do Banho
Localização:
Ferreiros, freguesia de Serrazes
Localiza-se
na margem direita do rio Vouga, no lugar de
Ferreiros, freguesia de Serrazes, mas a
poucas centenas de metros das Termas de S.
Pedro do Sul.
Há semelhança dos anteriores castros, este
deve a sua origem ao período da Idade do
Bronze, tendo, no entanto, fortes vestígios
de ocupação romana. É um castro romanizado.
A primeira e única intervenção arqueológica
lá realizada foi no ano de 1954, pela mão
dos conceituados Professores de arqueologia
da Universidade de Coimbra, Bairão Oleiro e
A. Amorim Girão, entre outros. De entre o
espólio recolhido destaca-se : alguns
objectos em bronze e ferro, várias moedas
romanas, cerâmicas de vários estilos,
moinhos de mão, pesos de tear etc.. foram
postas a descoberto 34 casas dispostas em
socalcos, mediante a geografia do terreno, e
quase todas escavadas na rocha, com planta
circular, quadrada e rectangular.
Esta primeira campanha de escavações estava
programada para ter um carácter de
preparação do terreno, de modo, a que mais
tarde se procedesse a uma campanha
arqueológica mais profunda, pois supõe-se
que o castro tenha mais de uma centena de
casas e seja do ponto de vista arqueológico
assaz valioso.
Quase todo esse espólio perdeu-se, restando
apenas as cerâmicas e catorze moedas, que se
encontram na “ Colecção da Assembleia
Distrital” e na “Colecção Arqueológica do
Dr. José coelho “, de que se destaca uma
peça de cerâmica romana do Séc. II e da era
cristã, em forma de taça de terra sigillata
e hispânica.
Foi classificado Imóvel de Interesse
Público, pelo Decreto N.º 41191 de 18-7.
Piscina D. Afonso Henriques
Localização: Termas de
S. Pedro do Sul, Freguesia de Várzea
É
um monumento de grande valor cultural,
arquitectónico e arqueológico, que faz parte
de um balneário romano, cujo edifício nós
herdamos dessa antiga civilização, mesmo no
centro das Termas de S. Pedro do Sul.
Do período romano ainda se podem ver alguns
vestígios do que foi o balneum: colunas de
estilo jónico, fustes, capiteis, inscrições
em latim, piscinas interiores e outros
espaços.
A Piscina de D. Afonso Henriques tem esse
nome em homenagem ao nosso primeiro Rei, que
em 1169 encontrou nas miraculosas águas da
então Vila do Banho, o alívio para a maleita
que o atormenta numa perna, depois de
sofrido uma queda na batalha de Badajoz.
Este é um Monumento considerado Monumento
Nacional pelo Ministério da Cultura, no
decreto n.º 28536 de 22-3 de 1938.
Pedra Escrita
Localização: Serrazes,
Freguesia de Serrazes
Situada
na freguesia de Serrazes, a Pedra Escrita é
um monolito granítico e tem gravado, numa
face plana, escrituras cujas formas são
circulares concêntricas e rectângulos
divididos à maneira quadriculada. Segundo a
opinião do grande arqueólogo Amorim Girão,
esta escultura data do século X a . C.
O significado das figuras gravadas na pedra
são alvo de várias interpretações: a)
estilizações da figura humana, representando
uma dança fúnebre, uma comemoração
importante ou uma caçada,
b) Sinais esteliformes ou outros sinais
astrais (têm semelhança com o sol e com a
lua),
c) O culto a esses astros (que influenciam a
vida dos povos primitivos dessa época). Além
de uma natural importância arqueológica,
este bem cultural também suscitou o
interesse por diversos artistas,
designadamente de David Almeida.
Classificada Imóvel de Interesse Público,
pelo decreto n.º35532, de 15-3 de 1946.